Como uma briga econômica entre países pode criar um ‘paraíso pirata’ em 2017

Uma disputa entre os Estados Unidos e o pequeno país caribenho Antígua e Barbuda pode acabar transformando este último em um “paraíso da pirataria”. Isso porque o país caribenho venceu uma causa contra os EUA na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2005 e está ameaçando executar seu direito de suspender os direitos de monopólio intelectual dos EUA.

Essa disputa comercial gira em torno da indústria de jogos de azar de Antígua e Barbuda. De acordo com o TorrentFreak, o setor empregava 5% da população economicamente ativa do país (cuja população total é de cerca de 90 mil pessoas) e respondia por uma quantia considerável de seu PIB anualmente. Isso porque as empresas do pequeno país podiam atuar também no mercado dos EUA.

No entanto, no começo da década de 2000, os Estados Unidos começaram a impedir que as empresas do país caribenho (cujo PIB anual gira em torno de US$ 1 bilhão, muito menos do que a Apple ganha por semana). Isso, segundo o governo local, teria reduzido a receita da indústria de apostas e jogos de azar no país a “virtualmente nada”. 

Levando para a corte

Isso levou Antígua e Barbuda a protocolar uma disputa junto à OMC. E, em 2005, o painel de resolução de disputas do órgão internacional decidiu a favor do país caribenho. Com isso, os EUA precisariam permitir novamente que empresas desse setor de Antígua e Barbuda atuassem em seu território. Caso contrário, o país caribenho teria direito a suspender as “IP Rights” (direitos de monopólio intelectual) de produtos e serviços dos EUA até atingir um total de US$ 21 milhões.

Mas, mesmo com a decisão da OMC, os Estados Unidos se negaram a cumprir o que foi combinado. Isso levou Antígua e Barbuda, em 2013, a ameaçar os EUA com a criação de um “site oficial nacional de pirataria”. A ameaça gerou controvérsia, mas acabou não sendo cumprida. Agora, no entanto, um representante do governo do país caribenho de Antígua e Barbuda enviou uma carta à OMC (pdf) trazendo de volta essa possibilidade.

Paraíso pirata

“Faz doze longos anos que um painel de arbitragem (…) emiiu uma decisão segundo a qual os EUA estavam violando obrigações internacionais (…). Ao longo desses doze anos, meu pequeno país, com PIB de apenas US$ 1 bilhão, perdeu receitas comerciais que agora excedem US$ 250 milhões. Para a pequena economia do meu país, US$ 250 milhões é muito dinheiro”, disse o representante do governo. 

O governo afirma que “pacientemente envolveu-se em consultas de boa fé” com o governo dos EUA, e que os Estados Unidos lucraram ao longo desse tempo mais de US$ 1 bilhão em comércio internacional com o país caribenho. Além disso, o governo ressalta que US$ 250 milhões representam apenas 0,0003% do PIB dos EUA.

Os Estados Unidos, por sua parte, têm sido um dos países mais ativos no painel de resolução de disputas da OMC. A negativa do país em acatar as decisões da OMC, portanto, “tem o potencial de destruir a confiança na eficácia e credibilidade do sistema de trocas com base em regras”, ressalta o governo. 

“À luz do exposto acima, a Antígua e Barbuda agora informa o painel de resoluções de disputas da OMC que, se um acordo apropriado e benéfico não for atingido com os EUA até o fim do ano, o governo precisará tomar atitudes para suspender as marcas registradas nas vendas de produtos de propriedade intelectual dos EUA, de acordo com o prêmio do painel”, afirmou o governo.

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Apple lança acessórios novos para ajudar a combater AIDS

Para marcar o Dia Mundial da Luta Contra AIDS, a Apple anunciou uma nova linha de acessórios e produtos cuja venda reverterá uma parcela do preço para a (RED). A (RED) é uma marca que visa arrecadar dinheiro para pesquisas sobre cura e imunização contra AIDS, e que já arrecadou mais de US$ 365 milhões desde sua fundação em 2006.

Os novos produtos incluem uma capinha com bateria extrea para o iPhone 7, uma capinha para iPhone SE, fones de ouvido sem fio Beats Solo 3 e o alto-falanto Bluetooth Beats Pill+. Essas novidades se juntam a uma série de produtos da empresa já lançado nesse mesmo esquema em outros anos; a lista de todos os produtos da Apple que revertem dinheiro para a (RED) pode ser vista aqui.

De acordo com a empresa, esse é o décimo ano em que a Apple e a (RED) fazem esse tipo de parceria. O dinheiro angariado com essas vendas é usado pela (RED) para custear programas que oferecem educação, exames e aconselhamento sobre AIDS, além de financiar a compra de medicamentos que permitem que a síndrome de imunodeficiência adquirida seja transmitida de uma mãe grávida para seu filho.

Outras formas de ajudar

Como o Engadget aponta, há ainda outras maneiras de contribuir para a organização que luta contra AIDS sem precisar comprar nada diretamente da Apple. Uma série de jogos populares da App Store oferecerão conteúdo bônus feito especialmente para a (RED); toda a receita advinda desses conteúdos irá diretamente para a organização. A lista dos 20 jogos participantes inclui Angry Birds 2, Clash of Clans, Candy crush Jelly Saga, Farm Heroes Saga e Plants Vc. Zombies heroes.

Também é possível contribuir para a organização realizando compra nas lojas físicas ou virtuais da Apple usando Apple Pay. Cada compra feita dessa maneira reverterá US$ 1 para a (RED), totalizando um máximo de US$ 1 milhão. E o Bank of America também doará US$ 1 para cada compra feita com seus cartões usando esse método de pagamento. A banda The killers lançou também o disco “Don’t Waste Yout Wishes”, cuja venda é totalmente revertida para a (RED) quando ele é comprado pelo iTunes.

Embora essa contribuição da Apple seja extremamente valiosa para a organização, ela se torna um pouco menos impressionante quando se considera a envergadura financeira da empresa. Apenas entre agosto e setembro de 2016, a empresa faturou US$ 46,9 bilhões, dos quais US$ 9 bilhões sobraram na forma de lucro líquido.

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Volkswagen cria empresa voltada para mobilidade urbana

O Volkswagen Group anunciou hoje durante o evento TechCrunch Disrupt que criará uma empresa separada, chamada de Moia, para se dedicar a soluções de mobilidade urbana. O objetivo da empresa dentro do grupo Volkswagen será pensar em soluções de transporte urbano que vão além da propriedade individual de um carro.

De acordo com Ole Harms, o CEO da nova empresa, o transporte urbano é o “sangue” das cidades; o objetivo da Moia é ser o “coração”, garantindo que o sangue (carros, ônibus e outros meios de transporte) flua de maneira suave. Para isso, a primeira ideia da empresa é criar veículos fretados com transmissões elétricas que viajarão em percursos desenhados segundo o trajeto de cada cidade.

Esses veículos levarão alguns passageiros por vez e poderão ser requisitados por aplicativo. O usuário chamará o veículo e então esperará por ele em algum ponto próximo ao seu local e à rota do fretado. Nos casos em que o veículo for chamado por uma única pessoa, a Volkswagen pensa em terceirizar essa viagem a outras empresas de transporte, como a Gett.

Problema atual

Segundo Harms, a ideia da Moia veio durante uma viagem a Jakarta, na Indonésia, quando ele se deu conta de que o trânsito deixava a viagem de carro quase inútil. Ele percebeu, também, que esse não era um problema que a Volkswagen conseguia resolver com produtos já existentes. Por isso, a empresa pretende construir os veículos da Moia sob medida para suas ideias e negociar com as prefeituras de cada cidade onde for atuar.

Há também o desafio de negociar com a opinião pública de regiões que já sofrem com muito trânsito. Embora o serviço da Moia seja uma solução de médio a longo prazo, no curto prazo os carros da empresa serão apenas mais carros para o engarrafamento. Ainda assim, o CEO da nova empresa considera que a Moia é parte de uma mudança no mercado de mobilidade urbana que inevitavelmente reduzirá cada vez mais a venda de carros.

Passo a passo

Inicialmente, a Moia pretende atuar em duas capitais europeias até o fim de 2017. Uma delas provavelmente será Berlin, que já abriga o centro de operações da nova empresa. Os planos de expansão, contudo, incluem tanto os EUA quanto a China. Seu objetivo final é se tornar uma das três maiores empresas de mobilidade urbana no mundo nos próximos dez anos.

Talvez a proximidade com Berlin seja um dos fatores que pesou na opção por transmissões elétricas: a capital alemã pretende acabar com carros movidos a combustíveis fósseis até 2030. Outras ideias de design já apresentadas pela empresa incluem também carros autônomos com telas individuais para cada passageiro; além de oferecer entretenimento durante as viagens, essas telas poderiam também veicular publicidade, o que criaria uma nova fonte de receita para o serviço.

 

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Fabricantes de relógios e roupas inteligentes podem se unir

A Fitbit, fabricante de dispositivos vestíveis fitness, pode comprar em breve a fabricante de relógios inteligentes Pebble. De acordo com fontes internas, a aquisição tem como principal objetivo integrar a propriedade intelectual da Pebble, como seu sistema operacional.

A Pebble começou a se destacar no mercado em 2012, quando atingiu com louvor uma campanha de financiamento coletivo no Kickstarter. Nos últimos anos, a empresa procurou expandir seus negócios, incluindo novas funcionalidades, mas acabou perdendo espaço para concorrentes como a própria Fitbit.

O valor e a data da compra não foram divulgados, mas especula-se que seja uma “quantia pequena”. Por enquanto, as empresas negociam o acordo.

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Motorola desiste de fazer relógios inteligentes por enquanto

Se você era uma das poucas pessoas que tinha um Moto 360 e estava esperando por um novo modelo dele, temos más notícias. A Motorola e a Lenovo confirmaram hoje que não têm planos de lançar um novo relógio inteligente no futuro próximo. As empresas não descartaram totalmente esse mercado, mas por ora não há nada a caminho.

Em entrevista ao The Verge, o chefe global de desenvolvimento de produtos da Motorola, Shakil Barkat, disse que a empresa “não vê demanda suficiente no mercado para lançar [um novo smartwatch] neste momento”. “Dispositivos vestíveis não têm um apelo amplo o suficiente para que nós continuemos a trabalhar neles ano após ano”, continuou.

Mantendo a esperança dos fãs, Barkat disse que “acreditamos que o punho ainda tem valor e que haverá um ponto em que eles tragam mais valor para o consumidor do que eles trazem hoje”. No entanto, segundo o Engadget, ele confirmou que a empresa não tem nenhum lançamento nessa linha programado para qualquer ponto do futuro próximo.

Mercado estacionando

A decisão da Motorola faz sentido: o mercado de relógios inteligentes vem passando por sucessivas quedas nas vendas e uma concentração cada vez maior em torno do Apple Watch. Em outubro, uma pesquisa da IDC revelou uma queda de 51,6% no número de unidades vendidas desses aparelhos entre os terceiros trimestres de 2015 e 2016.

Nesse período, a Lenovo, especificamente, viu uma queda de 73,3% em seus aparelhos vestíveis, o que justificaria a decisão dela de se afastar, ao menos temporariamente, do mercado. Mesmo a Apple, embora tenha se mantido na liderança do mercado, perdeu 71,6% de suas vendas nesse período. A única empresa a ganhar espaço ano a ano foi a Garmin, que faz relógios inteligentes focados em saúde e bem-estar, e cujas vendas cresceram estonteantes 324%.

O próprio Google parece não estar empolgado com o setor. A gigante das buscas é responsável por produzir o Android Wear, o sistema operacional usado por diversos relógios inteligentes, e anunciou em setembro que atrasaria a próxima versão do sistema para 2017.

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5 tendências de mídias sociais que podem sacudir o mundo em 2017

Um estudo produzido pelo grupo Kantar Media analisou o que deverá acontecer com as mídias sociais no ano que vem. A análise integral contempla desde a rivalidade cada vez mais acirrada entre Facebook e Snapchat até a invasão dos chatbots e a mudança no comportamento dos internautas.

1. Snapchat vs. Facebook

A rivalidade que vem se intensificando ano após ano, principalmente com as diversas tentativas da empresa de Mark Zuckerberg para tentar acabar com o rival, promete continuar firme e forte em 2017. A briga não deverá ser pelo número total de usuários, mas sim pela quantidade de internautas ativos no serviço.

2. A evolução da realidade aumentada

O fenômeno “Pokémon Go” talvez tenha sido a principal ferramenta em 2016 para expor o uso da realidade aumentada em jogos e aplicativos. A tecnologia não deverá ser abandonada e está nos planos de empresas como Apple, Google, Facebook, Snapchat, Twitter e Amazon.

3. Invasão dos bots

Os bots chegaram pra ficar. Diversos aplicativos têm usado a tecnologia para otimizar seus serviços e facilitar a vida dos usuários e pode-se dizer que 2016 foi o ano dos chatbots – os bots especializados em atendimento e que conseguem manter conversas sem problemas, como a Siri, por exemplo. A previsão é que teremos ainda mais bots em 2017.

4. Redes sociais ofuscando sites e blogs

Antigamente as empresas produziam conteúdo para seus sites e blogs e usavam as redes sociais para tentar trazer o público para essas páginas. Isso tem mudado aos poucos e em 2017 a tendência é que cada vez mais players adotem a estratégia de produzir conteúdo diretamente na rede social sem a preocupação de levar o usuário para algum site.

5. Voz no lugar dos dedos

Mais pessoas vêm usando comandos de voz para dar ordens em seus dispositivos, principalmente em smartphones. A ideia para 2017 é que os recursos de busca por comandos de voz sejam aperfeiçoados e passem a incluir novos recursos, como geolocalizadores que permitem que os resultados variem de acordo com o lugar onde a pessoa está.

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